Aeronaves que voei:
P32R-Sertanejo,
P28T-Corisco Turbo;
C310-Cessna 310;
PA34-Seneca II e III;
BE55-Baron 55;
BE58-Baron 58,
C208-Caravan;
Boeing 737-700/800.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Classificaçãodo espaço aéreo - ATS
alfabeticamente, de acordo com o seguinte:
ClasseA - São permitidos somente vôos IFR; todos os vôos
estão sujeitos a ATC e são separados entre si.
Ex.: Aerovias inferiores acima do FL 145, aerovias superiores.
ClasseB - Vôos IFR e VFR são permitidos; todos os vôos
estãosujeitosaoATC esãoseparadosentre si.
Ex.: Certas TMA.
Classe C - São permitidos vôos IFR e VFR; todos sujeitos ao ATC. Os vôos IFR são separados entre si e dos vôos VFR. Os vôosVFR são separados dos IFR e recebem informação de tráfego em relaçãoaos outros VFR e aviso para evitar tráfego quando requerido.
Ex.: Aerovias inferiores abaixo do FL 145.
ClasseD - Vôos IFR eVFR sãopermitidos; todos sujeitos ao ATC. Os vôos IFR são separados entre si e recebem informação de tráfego em relação aos VFR e aviso para evitar tráfego quando requerido. Os vôos VFR recebem apenas informação de tráfego em relação a todos os outros vôos(e aviso para evitar tráfego quando requerido).
Ex.: TMA até FL 145 e CTA do FL MIN ao FL 145, CTR.
Classe E-Vôos IFR e VFR são permitidos; apenas os vôos IFR estão sujeitos ao ATC e são separados de outros IFR. Todos os vôos recebem informação de tráfego sempre que for possível. As aeronaves VFR podem voar nesse espaço aéreo sem autorização.
Ex.: CTR/TMA FL MIN ao FL 145.
ClasseF - São permitidos vôos IFR e VFR; apenas os vôos IFR recebem ADS.Todos os vôos recebem FIS, quando requerido.
Ex.: Rota de assessoramento.
ClasseG- São permitidos vôos IFR eVFR, recebendo somente FIS quando requerido.
Ex.: Região de Informação de Vôo (FIR).
quinta-feira, 5 de junho de 2008
METAR
Elementos que constituem a mensagem METAR:
(1) Local
(2) Dia e Hora
(3) Vento
(4) Visibilidade
(5) Alcance visual
(6) Tempo Presente da Pista
(7) Nebulosidade
(8) Temperatura do Ar e do Ponto de Orvalho
(9) Pressão do Nível do Mar -> para ajuste do Altímetro (QNH)
Significado dos grupos:
METAR = nome internacional do código.
LOCAL (1) = indicador de localidade (ICAO) ; local da observação.
Ex. :SBRJ, SBSP, SBBR.
DIA e HORA (2) = dia e horário (em horas e minutos) oficiais da observação (HORA UTC), seguida de Z (zulu).
Ex.: 250310Z
VENTO (3) = direção, velocidade e unidade de velocidade do vento.
Direção do vento: é relativa ao Norte Verdadeiro, de l0 em l0 graus inteiros e registrada com 3 algarismos.
Ex. : 080° = 080, 180° = 180.
Vento variável = VRB.
l" - Será codificado VRB somente se :
a) A velocidade for igual ou menor que 03 kts
Ex. : VRB02KT.
b) a velocidade for maior que 03 kts, mas a direção for impossível de ser mantida, quando por exemplo, uma trovoada estiver sobre o aeródromo.
Ex. : VBR23KT
2° - Se durante o; 10 minuto; precedentes da observação, a direção do vento variar de 60° ou mais e a velocidade média do, vento for maior que 03 kts. as duas direções extremas deverão ser informadas na ordem do sentido do ponteiros do relógio, com a letra V 1nserida entre as duas direções.
Ex.: 3 lo15G27KT 280V350.
O vento infirmado deverá será média dos 1ú minutos precedentes à hora da observação. Se durante este período tiver ocorrido descontinuidade significativa de no mínimo 02 minutos, os valores médios deverão ser medidos no período pós descontinuidade.
Velocidade do vento - é indicada por 2 algarismos até 99 e por 3 Algarismos a partir de 100, sempre seguido da unidade de velocidade (KMH, MPS ou kts). No Brasil o adotado é o kts (nó).
Ex. : 0601OKT 2801 20KT
- O vento calmo será codificado como 00000KT (sempre que a velocidade for menor que 01 nó).
- O vento de rajada, quando durante um período de 1 0 minutos que precede o horário da observação for verificado uma velocidade máxima do vento que exceda em l0 kts ou mais a velocidade média, será representado da seguinte forma:
Ex. : 12012G20KT
27008G25KT
VRB15G30KT
VISIBILIDADE = será informada de 50 m em 50 m até 500 m; de 500m a 5000 m de 100m em 100m e de 5000m a 9999m, de 1000m em 1000m.
Para visibilidade de 10000 m (10km) e acima será usado 9999. A visibilidade reportada será sempre a menor visibilidade observada, em 4 algarismos-
Ex.: 5000, 0250, 0150, 3500.
Notas:
1- quando a menor visibilidade for inferior a 5000 m e haja variações direcionais de no mínimo 50% desta visibilidade mínima, será informada a visibilidade mínima e o setor em que ela está ocorrendo.
Ex. : 3000 SE.
2- quando a visibilidade mínima for menor que 1500 me haja, em outra direção, visibilidade maior que 5000 m, esta deverá ser informada.
Ex.: 1200S 6000N
0400SW 8000NW
ALCANCE VISUAL DA PISTA (RVR) = é usado em aeródromo; que operam com pouso e decolagem de precisão.
R = indicativo do grupo; a seguir vem o número da cabeceira de pista para a qual é fornecida a visibilidade, pode ser seguida de L, C ou R (esquerda, central ou direita) quando houver pistas paralelas.
Ex. : R 12L/, R08C/
Após, vem a visibilidade que ocorre na cabeceira da pista. Este grupo será incluído na mensagem sempre que :
1°) a visibilidade estimada e registrada for menor que 1500m; ou
2°) o alcance visual da pista for menor que 1500 m.
Poderá ser utilizada uma tendência para o RVR, quando for notada:
- tendência de aumento da visibilidade "U"
- tendência de diminuição da visibilidade "D"
- não houver tendência em relação à visibilidade "N"
Ex. : R08/1200 D; R 10/0600 U; R20/1000 N
OBS.: Quando à visibilidade relatada for menor que 1500 m e o valor do RVR for maior que o máximo que pode ser medido, o RVR será informado como P 1500.
Ex.: R 10/P 1500.
Quando o RVR for abaixo do menor valor que pode ser medido, o RVR será informado como M, seguido pelo mínimo que pode ser medido
Ex. : R 15/M 0050.
TEMPO PRESENTE = fenômeno de tempo presente significativo composto, em geral, de um único fenômeno, podendo, entretanto ,ser relatado com até três fenômenos, no máximo.
O TEMPO PRESENTE terá sempre um qualificador de intensidade ou descritor à frente do fenômeno que estão correndo.
Quantificador de intensidade:
Sinal(-): indica intensidade leve;
Sinal(+): indica intensidade forte;
Sem sinal: indica intensidade moderada ou não relevante.
Quantificador de proximidade ou vizinhança: VC - é considerada vizinhança a área num raio de 8 km.
Ex.:
VCSH =pancada nas vizinhanças (precipitação, sem descrição do tipo).
VCFG = nevoeiro nas vizinhanças (visibilidade inferior a 1000 m).
VCSS = tempestade de areia nas vizinhanças.
VCDS = tempestade de poeira nas vizinhanças.
Descritores: para descrever o fenômeno.
MI = BAIXO (visibilidade acima de 2 m de altura é igual ou superior a 1000 m e, abaixo de 2 m de altura inferior a 1000 m).
Ex.: MlFG = nevoeiro baixo.
PR = PARCIAL (parte substancial do aeródromo coberta por nevoeiro, enquanto outra parte permanece clara).
Ex. : PRFG = nevoeiro parcial
BC = BANCO (a visibilidade é inferior a 1000 m e, nos arredores do aeródromo é igual ou superior a 1 000m). O banco de nevoeiro se estende acima de 2 m de altura.
Ex. : BCFG = banco de nevoeiro.
SH= PANCADA (para qualificar forma de precipitação).
Ex.: SHRA = pancada de chuva; SHSN = pancada de neve.
TS = TROVOADA (trovoadas com ou sem precipitação). Quando usado isoladamente, TS significa trovoada sem precipitação.
Ex. : TS = trovoada; TSRA= trovoada com chuva; TSGS = trovoada com granizo leve.
Fenômenos de Tempo Presente
a) Precipitações
DZ = DRIZZLE = chuvisco
RA = RAIN = chuva
GR = HAIL= granizo (diâmetro das maiores pelotas for de 5 mm ou mais)
GS = SOFT HAIL = granizo leve (usado em todos os outros casos)
SN = SNOW = neve
SG = SNOW GRAINS = grãos de neve
b) Obscurecedores
FG=FOG= nevoeiro (visibilidade inferior a 1000m).
HZ = HAZE = névoa seca (visibilidade igual ou menor que 5000 m, umidade relativa do ar menor que 80%).
FU = SMOKE = fumaça (visibilidade igual ou menor que 5000 m ).
BR=MIST= névoa úmida (visibilidade entre 1000 e 5000m, inclusive, umidade relativa do ar de 80% ou mais).
DU = DUST = poeira (visibilidade igual ou menor que 5000 m ).
SA = SAND = areia ( visibilidade igual ou menor que 5000 m ).
c) Outros fenômenos
FC = FUNEL CLOUD = nuvem funil - tornado ou tromba d'água.
PO = DUST/SAND = poeira ou areia em espira1; bem definidas.
SQ = SQUALL = tempestade.
SS = SAND STORM = tempestade de areia.
DS = DUST STORM = tempestade de poeira.
Ex.: VCFG; - SHRA; + TSGR; MIFG; + RASN; - DZSN; TS; BLSN; TSRA.
NEBULOSIDADE
A quantidade da; nuvens é obtida visualmente por estimativa em oitavos e codificada; da seguinte maneira:
FEW = POUCO = 1 a 2 oitavo;.
SCT = ESPARSO = 3 a 4 oitavo;.
BKN = NUBLADO = 5 a 7 oitavos.
OVC = ENCOBERTO = 8 oitavos.
Camadas: a codificação das nuvens será da mais baixa para a mais alta.
1~ Camada = a mais; baixa, independente de qualquer altitude;
2~ Camada = a próxima, em altura, com mais; de 2/8;
3" Camada = a seguinte, com mais de 4/8:
4" Camada = grupo adicional = TCU ou CB, com qualquer quantidade, quando não puder ;ser enquadrado nos casos; anteriores;.
ALTURA DAS NUVENS
A altura ;será informada em unidade; de 30m ou centenas de .
Ex.: FEW005, FEW010CB, SCT020. BKN 100. OVC 180.SCT 025 TCU.
OBS. :
l- em estações de montanha, quando as nuvens; estão abaixo do nível da estação é utilizado um grupo de 3 barra(///) após; a quantidade de nuvens..
Ex.: BKN///: OVC///
2- como céu obscurecido, devido a fenômenos como nevoeiros, névoas; precipitações; ou tempestades, ;será usado o grupo de visibilidade vertical.
Ex.:
VV001 – visibilidade vertical de 100 pés; ou 30 m.
VV/// - impossibilidade de se avaliar a visibilidade vertical.
CAVOK = significa “Ceiling and Visibility OK'' e é utilizado no METAR, em substituição à visibilidade, RVR, Tempo Presente e nebulosidade, desde que ocorram, simultaneamente, as seguintes condições:
1- Visibilidade for de 10km ou mais;
2 - Nenhuma nebulosidade abaixo de 1500 m (5000 pés) ou abaixo da altitude mínima do setor mais elevado,.qualquer que seja a maior e sem CB ;
3 - Ausência de:
- precipitação ;
- trovoada;
- tempestade de irei ai
- tempestade de poeira;
- nevoeiro baixo;
- areia soprada;
- poeira soprada;
- neve soprada;
- nuvem funil (tornado ou tromba d'agua;
- cinzas vulcânica;.
Quando não existir nuvens e CAVOK não for apropriado, usa-se a abreviatura SKC.
SKC = céu claro ( ausência de nuvens).
TEMPERATURA DO AR E DO PONTO DE ORVALHO
São representados em graus Celsius; (centígrados) inteiros.
Ex.: 21,5° =22°: 21,4°=21°.
O; valores situados entre +9° e -9° serão precedidos de zero (0) e as temperaturas negativas serão precedidas por (M).
Ex.: 9°C = 09; -9°C = M09; -3°C = M03.
PRESSÃO AO NÍVEL DO MAR PARA AJUSTE DO ALTÍMETRO - QNH.
- São informados na unidade HECTOPASCAL (hPa ) em valores inteiros, com quatro algarismos e precedidos da letra Q.
- Quando houver parte decimal, ;será ;sempre arredondado para o valor inteiro imediatamente abaixo.
Ex.: l021,9hPa=Q1021
1018,7 hPa = Q1018
Para valores inferiores; a 1000 hPa, o valor numérico será precedido do número zero (0).
Ex. : 975.6 hPa = Q 0975
OBS.: Apesar de não ser o caso do Brasil, poderá também ser usada a unidade "Polegadas de Mercúrio" para informar o QNH. Neste caso, o valor numérico será precedido da letra A.
Ex.: A 2992 ou A 3025
INFORMAÇÕES SUPLEMENTARES
Para divulgação internacional deverão ser usadas apenas informações sobre fenômenos de tempo recente de significação operacional e cortantes do vento à baixa altura, ou seja, abaixo de 500m ou 1600 pés.
O Brasil adotou somente estas duas informações suplementares que poderão ser incluídas na mensagem METAR.
l - Fenômeno de tempo presente durante a hora precedente: RE
O fenômeno relatado deverá ter ocorrido durante a hora anterior, nunca na hora da observação (10 minutos precedentes).
Serão usadas as letras "RE" precedendo a abreviatura do fenômeno. Este grupo somente se relaciona com os seguintes fenômenos:
- Precipitação congelante;
- Precipitação moderada ou forte (inclusive pancadas) ;
- Neve soprada, moderada ou forte (inclusive tempestade de neve) ;
- Tempestade de poeira;
- Tempestade de areia;
- Trovoada;
- Nuvem funi1 (tornado ou tromba d’água) ;
- Cinzas vulcânicas.
Nota - Não são requisitados os1ndicadores de intensidade ou característica da precipitação.
Ex. : Trovoada 20 minutos antes do período de observação com pancadas de chuva forte na hora da observação será codificado como REST.
2 - Informação de cortantes do vento à baixa altura: WS
Ex. : WS RWY12
WS RWY34
WS ALL RWY
Nota: Uma informação de tesoura de vento proveniente de uma aeronave, será reportada em todas as mensagens METAR/SPECI, até o próximo informe regular.
Para divulgação nacional e com finalidade de apoio às operações de helicópteros, as estações meteorológicas aeronáuticas localizadas e plataformas marítimas, darão informações do estado do mar e temperatura da superfície do
mar. Tais informações serão colocadas no final da mensagem.
Ex.: MAR ALTO
MAR MUITO AGITADO
A temperatura da superfície do mar deverá ser informada tão logo tais estações disponham de equipamento apropriado, precedida da letra T, em graus Celsius.
Ex.: TI 8 (indica 18°C);
TM02 (indica -02°C).
No METAR:
-METAR SBGP 161000Z 31025KT 9999 BKN017 OVC080 22/20 Q1012 REDZ MAR AGITADO T16
EXEMPLOS DE METAR
-METAR SBSJ l01800Z 32020KT 2000+RA SCT005 OVC 100 25/24 Ql020
-METAR SBSP 122000Z 30006KT 3000 SHRA BKN040TCU 28/25 Q1022
-METAR SBGL 160900Z 24006KT 0800FG BKN010 OVC080 20/20 Q1017
-METAR SBRF200900Z 02010KT 9999 SCT020 27/23~ Ql020
- METAR SBBH 131700Z 30002KT 4000 SKC 26/18 Q1025
- METAR SBGW 052000Z 20006KT CAVOK 23/1 8 Q1030
- METAR SBGR 151700Z 30020KT 2000 +TSRA SCT005 BKN050CB 21/19 Q1016 WS RWY28
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
CARTAS AÉREAS
TIPOS DE CARTAS:
Existem na aviação diversas cartas diferentes, cada uma com propósitos diversos, que não analisaremos aqui. Vamos apenas esclarecer, em linhas gerais, quais as cartas existentes:
WAC - World Aeronautical Chart: Possui um mapa detalhado com referências visuais para possibilitar o planejamento de vôos VFR.
VAC – Visual Approach Chart: Carta contendo as informações sobre o Circuito de Tráfego de um aeródromo, utilizada para aproximações visuais.
ADC – Aerodrome Display Chart: Carta com o esquema gráfico da estrutura de um aeroporto, contendo as pistas, pistas de táxi e pátios.
PDC – Parking Display Chart: Carta de estacionamento contendo os dados das posições e Gates de um aeroporto.
IAC – Instrument Approach Chart: Procedimento utilizado para aproximações por instrumento para pouso em aeródromo.
STAR – Standart Terminal Arrival Route: Carta com procedimento para entrada em uma Terminal, utilizada para levar o piloto até o ponto de início de uma IAC.
SID – Standart Instrument Departure: Rota de saída de uma Terminal.
ERC – En Route Chart: Carta contendo as aerovias de uma região, pode ser dividida em Low e High, respectivamente aerovias inferiores e superiores.
ARC – Area Route Chart: Carta de Área, contendo as informações gerais sobre a região de uma CTR.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
PLANO DE VÔO
a) antes de ser realizado vôo IFR;
b) antes da partida de aeródromo provido de órgão ATS;
c) após a partida de localidade desprovida de órgão ATS, se a aeronave dispuser de equipamento capaz de estabelecer comunicação com o órgão ATS; ou
d) sempre que se pretender voar através de fronteiras internacionais.
É dispensada a apresentação do Plano de Vôo para:
a) o vôo de aeronave em missão SAR;
b) o vôo VFR, cuja decolagem seja realizada de aeródromo desprovido de órgão ATS, até que haja possibilidade de estabelecer comunicação com um órgão ATS para apresentação do AFIL; ou se a aeronave efetuar contato com um órgão ATS, sem que tenha apresentado um Plano de Vôo até esse momento, o referido órgão deverá solicitar a apresentação do mesmo. Quando o órgão ATS for o do aeródromo de destino, o mencionado órgão deverá solicitar, pelo menos, o código DAC do piloto em comando e os dados de origem do vôo, tais como: o local de partida e a hora real de decolagem. A fim de evitar a apresentação do AFIL, o vôo VFR que parte de localidade desprovida de órgão ATS poderá apresentar o Plano de Vôo correspondente, previamente, em qualquer Sala AIS de aeródromo, de acordo com o disposto em publicação específica.
c) o vôo VFR de aeronave que não disponha de equipamento rádio, desde que a decolagem seja realizada de aeródromo desprovido de órgão ATS e a aeronave não cruze fronteiras internacionais.
O Plano de Vôo apresentado é valido por 45 (quarenta e cinco) minutos a partir da autorização.
MUDANÇA NO PLANO DE VÔO:
Todas as mudanças introduzidas num Plano de Vôo devem ser imediatamente notificadas ao órgão ATS correspondente. Caso o piloto não possa garantir a exatidão da informação prestada com relação à autonomia e/ou ao número de pessoas a bordo, na apresentação do Plano de Vôo, o mesmo deverá, até o momento da partida, informar ao órgão ATS, por radiotelefonia, o valor exato da referida informação.
ESTRUTURA DO ESPAÇO AÉREO
Espaço aéreo superior
a) limite vertical superior - ilimitado;
b) limite vertical inferior - FL245 exclusive; e
c) limites laterais - indicados nas ERC.
Espaço aéreo inferior
a) limite vertical superior - FL245 inclusive;
b) limite vertical inferior - solo ou água; e
c) limites laterais - indicados nas ERC.
DESIGNAÇÃO DO ESPAÇO AÉREO
a) Regiões de Informação de Vôo;
b) Espaços Aéreos Controlados; ou
c) Espaços Aéreos Condicionados.
CONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO AÉREO
Regiões de Informação de Vôo
a) limite vertical superior - ilimitado;
b) limite vertical inferior - solo ou água; e
c) limites laterais - indicados nas ERC.
Espaços Aéreos Controlados
a) Áreas Superiores de Controle (UTA) - compreendem as aerovias superiores e outras partes do espaço aéreo superior, assim definidas;
b) Áreas de Controle (CTA) - compreendem aerovias inferiores e outras partes do espaço aéreo inferior, assim definidas;
c) Áreas de Controle Terminal (TMA) - configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA;
d) Zonas de Controle (CTR) - configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA;
e) Zonas de Tráfego de Aeródromo (ATZ), em aeródromos controlados - configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA.
Espaços Aéreos Condicionados
a) Áreas Proibidas - configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA;
b) Áreas Perigosas – configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA;
c) Áreas Restritas - configuração variável indicada nas cartas e manuais publicados pelo DECEA.
CLASSIFICAÇÃO DOS ESPAÇOS AÉREOS ATS
Os espaços aéreos ATS são classificados e designados alfabeticamente, de acordo com o seguinte:
a) Classe A - Somente vôos IFR são permitidos; todos os vôos estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego aéreo e são separados entre si.
b) Classe B - São permitidos vôos IFR e VFR; todos os vôos estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego aéreo e são separados entre si.
c) Classe C - São permitidos vôos IFR e VFR; todos os vôos estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego aéreo; os vôos IFR são separados entre si e dos vôos VFR; os vôos VFR são separados apenas dos vôos IFR e recebem informação de tráfego em relação aos outros vôos VFR e aviso para evitar tráfego quando solicitado pelo piloto.
d) Classe D - São permitidos vôos IFR e VFR; todos os vôos estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego aéreo; os vôos IFR são separados entre si e recebem informação de tráfego em relação aos vôos VFR (e aviso para evitar tráfego quando solicitado pelo piloto). Os vôos VFR recebem apenas informação de tráfego em relação a todos os outros vôos (e aviso para evitar tráfego, quando solicitado pelo piloto).
e) Classe E - São permitidos vôos IFR e VFR; apenas os vôos IFR estão sujeitos ao serviço de controle de tráfego aéreo e são separados dos outros vôos IFR; todos os vôos recebem informação de tráfego sempre que for possível; aeronaves VFR podem voar neste espaço aéreo sem autorização prévia e sem notificação.
f) Classe F - São permitidos vôos IFR e VFR; apenas os vôos IFR recebem serviço de assessoramento de tráfego aéreo; todos os vôos recebem serviço de informação de vôo, quando solicitado pelo piloto.
g) Classe G - Espaço aéreo no qual são permitidos vôos IFR e VFR, recebendo somente serviço de informação de vôo.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Espaço Aéreo Controlado
Introdução
O Espaço Aéreo Controlado é uma porção territorial com dimensões definidas, e que nela está sendo provido o serviço de controle de tráfego aéreo, de acordo com a sua classificação de espaço aéreo.
Serviços
São providos 3 (três) tipos de serviço:
* Serviço de Informação ao Vôo
* Serviço de Alerta
* Vigilância Radar
Serviço de Informação ao Vôo:
O Serviço de Informação ao Vôo (conhecido como Flight Information Service, ou "FIS") é um serviço de controle convencional (não-radar), e que a separação ou o simples conjunto com outros serviços, com o propósito de prover informação suficiente para a segurança e efetividade na condução dos vôos. São aplicadas pelo Serviço de Informação ao Vôo:
* Publicação de serviços básicos, tais como meteorologia, mudança do tipo de serviço dos locais de vôo, condições dos aeródromos ou outra qualquer informação cabível para a segurança.
* O Controlador deve identificar o vôo para posterior monitoramento e coodenações o vôo.
* Os controladores não são responsáveis pela separação do tráfego.
Serviço de Alerta:
O Serviço de Alerta é a fase em que há a prestação de auxílio de navegação ou resgate de algum vôo, e que venha a acompanhar as organizações aéreas responsáveis para o cumprimento do serviço, caso acionado.
Vigilância Radar:
* O serviço de vigilância radar prevê o auxílio direto ao tráfego IFR, SVFR ou VFR. Quando o serviço de vigilância é realizado, os tráfegos são condicionados a:
a) pilotos de aeronaves em vôo IFR são compulsoriamente assistidos; e
b) pilotos de aeronaves em SVFR ou VFR irão ser assistidos, até o momento que o controlador venha a encerrar o serviço.
Regra do Semi-circular:
Todo vôo no Brasil é condicionado ao sistema Semi-circular, ou seja, de acordo com o rumo, deverá obedecer tal nível de vôo (exceto aeronave em aerovia de mão-única). Níveis de vôo 200, 220, 240, 260, 280 e etc, são ditos como "pares", ou seja, têm rumo a oeste; Níveis de vôo 210, 230, 250, 270 e etc, conhecido como níveis "ímpares", são rumo a leste. Acima do FL290, os níveis de vôo de cruzeiro estarão condicionados ao RVSM, e acima do FL410, mantém-se o CVSM (ou seja, separação de 2000ft em 2000ft).
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
SELCAL
Selective Calling, ou chamada seletiva(selcal) é um código de quatro letras utilizado nas comunicações em ondas curtas, entre aeronaves e centros de controle, principalmente em vôos longos e quando se está fora do alcance das comunicações em vhf.
Como funciona ? (Real)
Como o som do HF é ruim em qualidade ou seja excesso de ruidos, e não possui squelch, torna-se incomodo deixar o rádio ligado no cockpit, então logo no primeiro contato com o centro, o piloto informa para o controlador/operador o código selcal de sua aeronave para que seja feita uma chamada.
Nessa chamada uma luz indicativa acende no painel e um sinal audível bem característico é ouvido na cabine de comando da aeronave.
Assim cada vez que o operador do centro desejar enviar qualquer tipo de mensagem para determinada aeronave em vôo, ele apenas seleciona o selcal testado anteriormente.O código selcal de cada aeronave é apresentado em uma placa no painel da aeronave, junto com a matricula.
Como funciona ? (Virtual)
Na aviação virtual, será implantada a seguinte forma:
Ao preencher o plano de vôo, deverá ser inserido no Remark o seguinte exemplo:SEL/ABCD. Para se fazer o teste de chamada, o controlador selecionará a aeronave desejada e enviará a mensagem digitando o código selcal da aeronave(que foi inserida no plano de vôo).
Dessa forma, todas as aeronaves que estiverem na frequencia poderão receber a mensagem enviada, só que a aeronave a qual foi feita a chamada, irá receber a mesma mensagem, só que na cor azul e também ouvirá o “Din-Don”do Squawkbox / FsInn.
Regras básicas de códigos
O código selcal transmitido pelo centro, consiste em dois pulsos ou sinais de rádio frequencia.Um meio simples para a verificação da autencidade de um código selcal é atribuir números às letras, por exemplo:A=1, B=2, a segunda e a quarta letra do código deverão sempre ter um valor maior que a primeira e terceira, respectivamente, em outras palavras, o código AB-CD é correto,mas o BA-CD não existe.
Vantagens de seu uso
A maior vantagem do uso do selcal é a não nescessidade de deixar o volume do rádio aberto, pois quando a luz indicadora do selcal se acender, a tripulação saberá que está sendo chamada pelo centro de controle.
Evitando dessa forma a perturbação dentro da cabine de comando.
Espaço Aéreo Nacional
Região de Informação ao Vôo – Curitiba (CWB)
Compreendida na porção mais austral do Brasil, compreende todos as Unidades Federativas da Região Sul, bem como a metade do Estado de São Paulo e totalidade de Mato Grosso do Sul. Na vida real, tem como responsável pela manutenção da integridade e da soberania do Espaço Aéreo Brasileiro, na FIR, o CINDACTA II (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo – Região 2), localizado em Curitiba (no Aeroporto do Bacacheri).
Curitiba FIR na IVAO: http://br.ivao.aero/sbcw
Região de Informação ao Vôo – Brasília (BSB)
Área central do nosso País, que é responsável pelo Controle de Tráfego Aéreo dos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás e Distrito Federal, porção norte do Estado de São Paulo, sul do Tocantins e leste de Mato Grosso. Nessa Região de Informação ao Vôo estão localizadas as Terminais de Controle de Tráfego Aéreo mais movimentadas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O CINDACTA I – localizado na Cidade de Brasília/DF – é o responsável pelo controle nessa região.
Brasilia FIR na IVAO: http://br.ivao.aero/sbbs
Região de Informação ao Vôo – Recife (REC)
A Área de Controle de Recife é a responsável pela Vigilância e Controle do Nordeste brasileiro, exclusive a parte oeste do Estado do Maranhão. Tem como responsável o CINDACTA III, localizado na Cidade de Recife/PE. Tem alguns dos principais destinos do verão brasileiro, sendo visitado por milhares de turistas – estrangeiros, ou não – tendo como principais destinos: Salvador, Recife, Natal e Fortaleza. Além disso, encontra-se em alto-mar a Ilha de Fernando de Noronha, e nela encontra-se o Aeroporto de Fernando de Noronha, capacitado a receber aviões de médio porte (tais como Fokker 100 e Boeing 737), de administração pública, e operada pela INFRAERO.
Recife FIR na IVAO: http://br.ivao.aero/sbre
Região de Informação ao Vôo – Atlântico (ACO)
Localizada dentro do CINDACTA III em Recife, tem como responsabilidade a gerência da Região Oceânica que separa o Brasil da Europa e África.
Atlântico FIR na IVAO: http://br.ivao.aero/sbao
Região de Informação ao Vôo – Amazônica (AMZ)
A Selva Brasileira é gerenciada por essa FIR, compreendendo a Região Norte do Brasil, parte Oeste de Mato Grosso e Maranhão, e porção norte do Tocantins. Por lá passam todos os vôos rumo ou oriundos da América do Norte e Central. O CINDACTA IV está localizado em Manaus.
Amazônica FIR na IVAO: http://br.ivao.aero/sbaz
sábado, 12 de janeiro de 2008
Transporte aéreo de passageiros cresce 11,9% em 2007
Apesar dos problemas nos aeroportos, devido aos atrasos e cancelamentos de vôos em todo o País, somado a paralisação das operações da BRA desde novembro, o transporte aéreo de passageiros no Brasil cresceu 11,9% em 2007, em comparação ao ano anterior. Trata-se do quarto crescimento anual consecutivo do setor desde 2004. Além disso, houve um aumento de 16,3% na oferta de assentos no ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Por outro lado, nos vôos internacionais as companhias aéreas brasileiras registraram uma queda de 5,1% no fluxo de turistas, apesar da quantidade de lugares nos aviões ter avançado 6,8%. É a segunda queda anual consecutiva, depois do recuo de 30,2% registrado em 2006. Esse resultado foi influenciado pela crise da Varig, que praticamente não opera mais no exterior há dois anos, o que segundo especialistas deverá trazer impactos ao setor em 2007.
Segundo André Castellini, consultor especializado em aviação da Bain & Company, o crescimento do fluxo de passageiros em 2007 foi impulsionado pelas promoções, principalmente as da TAM e da Gol. De acordo com Castellini, ambas lideraram um movimento que levou a uma redução média de 20% nos preços das passagens no mercado doméstico. Porém, o consultor ressalta que essas promoções custaram caro para as companhias. "O avião decolar com assentos vazios é o produto mais perecível possível. Muito do crescimento de 2007 foi feito com promoções", avalia.
Somadas, as três maiores empresas aéreas do País - TAM, Gol e Varig, estas duas últimas do mesmo grupo desde abril - responderam por 91,88% do fluxo de passageiros no mercado doméstico em 2007. O ranking dos vôos domésticos é liderado pela TAM, que se mantém nessa posição desde julho de 2003, respondendo por 48,86% do fluxo de passageiros em 2007, com alta de 14% em comparação aos 47,96% do ano anterior. A segunda colocação é da Gol, com 39,56%, um aumento de 5,51 pontos porcentuais na comparação com 2006. A Varig obteve a terceira posição, com 3,46%. A soma das operações da Gol e da Varig no País resulta numa fatia de 43,02% do mercado doméstico.
Mesmo sem operações desde novembro, a BRA aparece no levantamento da Anac na quarta posição, com 2,81% do fluxo de passageiros no mercado doméstico, seguida da OceanAir, que assumiu as operações da BRA, com 2,43%.
A hegemonia nos vôos internacionais também se mantém com a TAM, Gol e Varig. Juntas, representaram 94,75% do transporte de passageiros entre as companhias aéreas brasileira em 2007. A TAM teve fatia de 67,49%. Já Gol respondeu por 14,2% do fluxo de turistas. A Varig, por sua vez, foi responsável por 13,06% do total do transporte de passageiros para fora do País.